domingo, 21 de junho de 2009

Apenas um pedido

Pede para parar, pede? Não para sempre, só por instantes. Ufaa... o alívio, a falta do que fazer, a preguiça, o edredom. Só mais um pouquinho... sem pressa. Inspira e respira e dorme e dorme mais e acorda e dorme.

Pega o livro, abre, lê, vira de um lado, vira de outro, escorrega na grama, brinca com a formiga, olha pro lado, espreguiiiiiççççaaaaa longo. Conta as nunvens, as estrelas, as árvores, os bois, as cercas, as placas. Relaxa e dorme.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Um mundo em 140 toques

Estou no Twitter: twitter.com/karinapadial.

Resisti mas entrei. Descobri que o Twitter é dos jornalistas. Ô povo pra gostar de escrever. Tem a Globo, a Band, a recor, o Noblat, a Rosana Hermann, o Sérgio Dávila, o Daniel Castro. Tem CQC, tem Pânico, tem Ana Maria Braga. Tem tudo....

Eu precisava entrar né? Jornalista que não tá lá, tá "out", no sentido literal e não-literal da expressão.

Agora fora as bobagens que existem em QUALQUER lugar, o Twitter é uma excelente fonte de informação. Vejam: no meu primeiro dia no universo dos 140 toques vi uma potencial notícia: Falha da Record durante transmissão de A Fazenda. E num link estava a imagem de um GC que anunciava 15 minutos antes da eliminação de um dos participantes seu derradeiro fim. "Luciely eliminada com 50%".

Peguei essa info, postei no BlogImprensa fazendo um link com outras notícias. Raciocínio: Falha na A Fazenda; investimento pesado neste reality show não garante liderança maior que Pânico; Pânico entrevistando o Silvio Santos original; e Silvio Santos oferecendo R$50 milhões para o Ronaldo, no ar. E foi desse último elo da cadeia que baixei o vídeo no YouTube.

Me achei!! Interação total entre as tecnologias. Twitter, blog, YouTube. Viva a era digital.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dai-me paciência!

Rodrigo Manzano, diretor aqui da revista, me alertou para o problema. Na era virtual as pessoas não esperam a gente terminar a frase e já emendam: pode mandar sua solicitação por e-mail. Mas quem disse que eu tenho uma solicitação? Ou que se eu tiver eu quero escrever por e-mail?

O exemplo de hoje o e-mail não está ligado diretamente ao correio eletrônico, mas demonstra bem a ansiedade das pessoas em resolver logo a situação ou transferir o problema para terceiros.

- Alô, aqui é a Karina, da Revista Imprensa. Tudo bem?
- Tudo.
- É do departamento de arte do Correio Popular.
- É sim.
- Será que você poderia me ajudar: É o seguinte: a Revista Imprensa tem uma seção chamada "Traço" na qual fazemos um perfil de um ilustrador e publicamos alguns trabalhos deles. Nessa edição gostaríamos de convidar o Dalcio, ilustrador aí do Correio, para participar. Sei que ele não fica aí na redação, então, queria um contato dele. Será que você tem?
- Olha, acho que não é com a gente. Vou te tranferir para o Departamento de Marketing.
- Departamento de Marketing?
- É , eles vão saber te orientar melhor.
(Momento)
- XXXX, do Departamento de Marketing, pois não.
- Aqui é a Karina (e a história se seguiu como a de cima)
- Olha, isso não é com a gente. É com o departamento de arte.
- Mas foi exatamente eles que me passaram para você.
- Mas isso não é aqui não. Vou de transferir para lá.
(Não aguardei e desliguei o telefone).

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Paródia da vida humana

Ele ficou até tarde, tomou conta do lugar. Ao sair, tinha a certeza de que sabia fazer o melhor. Apagou as luzes e de madrugada dormiu. Sem enrolação, cedo se pô de pé ao lado da cama, se espreguiçou lentamente e seguiu. A cidade estava nublada, cinza e com uma garoa proeminente. Quando abriu a porta não estava sozinho, é verdade, mas isso não impediu que tomasse conta do lugar. Sentou como se a cadeira fosse um trono e de lá começou a dar ordens, organizar a papelada e valorizar todo o processo. De uma pequena brecha construiu um império. Um império de uma tarde, falso e frágil como um castelo de cartas. O sopro veio ainda no final daquele dia. De tanta soberba e vaidade, que foram tomando conta ao longo do dia, se equivocou, quando na hora mais crítica, precisaram da opinião dele. Os eleogios de confundiram com as críticas. As cadeiras antes de majestade ficaram menores e mais baixas. Da cabeça alta passou para o olhar cabisbaixo. Saiu pensantivo e ainda reflexivo colocou os pés dentro de casa. Mas na hora de contar para sua mulher o que tinha acontecido, voltou atrás: Sim, eu sou o melhor.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Juventude jornalística perdida... desabafo

Sabe o que me irrita, e hoje é um dia em potencial para isso?

Jornalista se auto-censurando.

Alguém pode me explicar por quê?! Medo?!

Quem inventou que a função do jornalista é podar o que pensa, o que escreve? Se fosse assim não teríamos tido um jornal alternativo na época da ditadura... já imaginou? Que fique claro que a nossa função é escrever, denunciar, falar. Sem mais nem menos.

Aiiii... esses jovens de hoje!

Síndrome da falta do amarelo

Sabe o que eu penso?

Que são nesses dias cinzas que mais deve ter sucídio.

Porque num dia de sol, calor nas ruas, uma deliciosa casquinha, garotas semi-nuas e semi-deuses malhados quem vai querer se jogar da ponte?

Agora com essa névoa enconbrindo a cidade, com menos sorriso no rosto das pessoas, capuzes e cachecóis, a pessoa não pensa nem duas vezes. Puxa o gatilho logo.

O tempo está tão "xoxo" - sei lá como se escreve isso - que, desculpe-me por isso, tive que tocar no assunto.

E não... fiquem tranquilos. Isso não é uma carta de despedida... Em nenhum momento passou pela minha cabeça entrar na frente de um trem. Não... sai fora. Mas é que estou com um desânimo, uma irritação latente... Se alguém falar alguma coisa de errado... ah, vai ouvir.

Culpa desse dia e dessa persiana cinza.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Portunhol

A mi me gusta mucho las clases de español. Me gusta hasta el momento en que termina porque después es un infierno... Yo sigo todo día hablando y pensando en español....

Cuando llamo mi novio en teléfono, él es obligado a me escuchar cantando feliz de la vida palabras que no hacen muy sentido pero que solamente por ser en español me gustan...

Un infierno...

Vuelvo a mi casa hecho una loca, hablando sola en español. Hoy, por ejemplo, caminé por toda la Av. Paulista charlando acerca de mi trabajo. Yo e yo.

Muchas personas puedem creer que eso sea bueno para mi estudio pero tiene un momento que empieza a me enfezar. Y enfieza tanto y tanto que llegó la hora que yo resolvi escribir...

Quiero ver si así yo consigo tirar las palabras de mi mente y dejarlas acá!